Só a desinsetização não resolve. O indicado é a prevenção, por meio do controle integrado de pragas

Só a desinsetização não resolve. O indicado é a prevenção, por meio do controle integrado de pragas
O controle de pragas deve ser encarado como prioridade por qualquer empresa. Mas, quando estamos falando sobre negócios da área de alimentação, como bares, restaurantes, lanchonetes e até mesmo hotéis e praças de alimentação em supermercados, os cuidados precisam ser redobrados. Pouca gente sabe, mas a Vigilância Sanitária fecha as portas de um estabelecimento não só por conta da higiene – mas em razão da presença de roedores. Os técnicos checam os ambientes e se encontrarem, por exemplo, fezes de rato em um canto, o local é interditado e também multado. O melhor caminho é contratar uma empresa especializada no controle de pragas. Mas está enganado quem pensa que a desinsetização resolve todos os problemas. Esta visão “simplista” pode levar a inúmeros prejuízos monetários e também institucionais. O indicado é que uma consultoria especializada em segurança de alimentos trabalhe no sentido de orientar e acompanhar as iniciativas destas empresas. Trata-se do controle integrado de pragas. A empresa especializada em segurança se alimentos poderá aguçar o senso crítico do prestador de serviços que faz a desratização e ajudar a melhorar a performance nesse quesito, identificando os fatores de risco no ambiente. A prevenção, sempre, é o mais certo a fazer. Quando todas as iniciativas caminham juntas – planejamento, prevenção e desinsetização – o resultado do trabalho alcança a excelência. É preciso que se faça não apenas o controle químico, mas também a identificação dos fatores de risco ao ambiente. Resumindo bem o assunto: não adianta apenas colocar veneno para matar o rato. É preciso evitar a intoxicação, o envenenamento, o uso excessivo de medicamentos e produtos tóxicos. O trabalho é intensivo: tapar buracos, fazer o anel sanitário em volta do estabelecimento, detectar de onde vêm os ratos e qual, exatamente, são as fontes que eles estão vindo buscar. É importante frisar que, a partir de maio, a incidência de ratos é menor. Mas se não foi feito o trabalho de bloquear a entrada do roedor no estabelecimento, no inverno ele vai procriar lá dentro e procurar alimento e água no local. ** Dr. Paulo Sallum é médico veterinário, sanitarista e diretor da ProAli Segurança de Alimentos
 Dr. Paulo Sallum
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