Reflexões sobre food safety para 2017

Reflexões sobre food safety para 2017

E para 2017, 10 reflexões!

 por Prof. José Carlos Giordano

Giordano

Até que enfim 2016 findou – e com que rapidez veio e foi, com mais coisas más que boas dizem, e na regressiva contagem, já estamos 2017 inexorável!

Nesse momento de vaticínios de gurus ante ansiosa perspectiva das máquinas e pessoas, surge a todos a reflexão de onde aplicar, do quando iniciar, quem agregar, o que mudar para melhor, e como atingir metas…

De que forma germinar idéias certas e colher bons resultados, palpáveis?

E aí pitonisa/oráculo da bola de cristal? Quais 10 Good inquietações Food?

I – A constante síndrome da falta de tempo

Tempo é implementador do business. O conceito de que coisas só tomarão força no país após o Carnaval é bom para a Globo, ociosos e acomodados. Últimos anos anteriores, todos foram atípicos. A política execrável rege a bússula.

Esperar 2º trimestre para dar start aos trabalhos na empresa / negócio é decretar hibernação, onde a acirrada concorrência, em passo de formiga célere estará estruturando seus planos e saindo na frente em competitividade, das cigarras contemplativas. Não estamos em tempos de confete e serpentina.

Projetos em eterno follow–up, propostas na “geladeira” e decisões stand by sendo “enroladas”, são típicas de falta de visão de futuro, onde o medo tolhe o sucesso. É preciso audácia com ações planejadas, trazendo eficácia aos sistemas, sem perda de tempo. Lá fora é o ‘Trump’, aqui é o ‘verão’ e suas pragas.

II – Começar pelos aspectos estruturais ou comportamentais?

Resposta é clara. As pessoas é que fazem “o negócio”. É através delas que o ambiente evolui. E “trabalhar” pessoas não é nada fácil. É preciso domínio da criatividade e da comunicação em todos os níveis. Preciso é formatar um planejamento organizacional para a gestão das pessoas, um forte capital humano que precisa de investimento. Correções da estrutura civil, instalações, pelas auditorias BRC e FSMA são importantes sim, mas vem concomitantes ao planejamento estratégico, no qual  o primeiro plano é focar o ser humano, em todos os  níveis de hierarquia. Que domine o 5S pessoal ao seu entorno, dos protocolos de casa às decisões de logística supply. Boa e inteligente organização dos espaços, das posturas e do alimento é crucial para sobrevivência.

III – Como mensurar tantas ‘Qualidade Food Safety’?

Hoje, em momento com famílias GFSI e FSMA (ISO 22.000 já é passado) de alimentos e correlatos, indicadores de desempenho são obrigação e devoção.

Se difícil é medir resultados, urgente é acurar a percepção da ‘não qualidade’, do retrabalho que dá muito trabalho, desperdício gerado por informações truncadas ou trocadas, stress por um sistema “jurássico”…

Quais as evidências de não conformes, das reclamações dos clientes externos e internos, intermediários e até desconhecidos? Que melhorias alcançamos desde sugestões básicas de 5 S, até chegar em 6 Sigma e FMEA?

Fatos não deixam de existir apesar de não medidos. Comum olharmos e não vermos, buscarmos mas não acharmos as latentes vulnerabilidades….

Auditorias ajudam nessa proposta. Inúmeras vezes a equipe ‘da casa’ não acha a causa e quem vem de fora, logo identifica pelo óbvio. Requer biólogos, agrônomos, nutris, especialistas para um “faro fino” das falhas, descobrindo os ‘nós’ dos clientes. Gerando, tomara, muitas e muitas oportunidades de melhorias. E ‘que se iniciem os jogos’ de vorazes correções.

IV – O que é afinal ser pró – ativo?

No acelerado mundo do ‘ponto.com’ ser pró ativo é rezar na tábua de mandamento: “Não deixar para amanhã  o que puder com bom senso fazer hoje” .

É tendência humana protelar decisões, jogando a culpa depois em ‘n’ razões ou até encontrar um cômodo bode expiatório. Até o nome desse pecado é feio: procrastinação! É tempo de evolução constante, vem agora aí Global Market.

Ser pró ativo é ser atento a oportunidades, é estar “sempre alerta”, é ser disposto a fazer algo mais, é estar prestativo em ações efetivas, é exceder, encantar. O mundo precisa muuuito de gente capaz que faça certo. Se 2016 foi pródigo em capacitações FSSC, 2017 se mostrará mais ainda no BRC e IFS.

V – Critérios de excelência ou uma ISO sem ‘manual’?

Todos falam em boa gestão, e todos se confundem com modelos da ISO. Critérios de um bom desempenho fundamentam-se em passos bem definidos e estruturados que levam a resultados reconhecidos entre as expertises. Só o fato de buscar atingir tais etapas mostra maturidade, evidência da empresa na intenção de acertar. Aprendizado, formação, parcerias. Breve, em março já, as UmbrellaGMP aprofundando ‘pelos pêlos presentes’, sinergia Food Safety, no Senai.

VI – A contínua melhoria GMP, aonde irá levar?

O Kaizen preconiza a ótica do planejar, por a mão na massa, avaliar resultados

e corrigir para melhor. Num mundo de crise, criar.

Ao agregarmos emoção – trabalho – força -, maximizando nossos pontos fortes, essa sinergia sai do bidimensional e transcende para um 3º plano, onde o círculo virtuoso origina uma espiral para cima e para frente, sublimando ao alto idéias e suas melhorias. É ascendente e progressiva, num alçar vôo. Seus conceitos são nobres e remetem à mudança, à transformação.

É o renovar para o bom, o bem feito, o correto

♦ É o mudar para o superior, melhor

♦ É o corrigir para o virtuoso, o excelente

Protocolos e legislação mandatória sinalizam e exigem, cada vez mais.

VII – Cliente satisfeito é mesmo cliente fidelizado?

Ações devem estar focadas no cliente e agora, demais partes interessadas. Projeto, insumos, produção, produto, entrega, serviço, verdade, etc.

A satisfação da nossa empresa, do nosso negócio, depende da satisfação do cliente, ‘conquistado’ rsrs esperamos. E o seu nível de satisfação será a relação entre o que recebeu… e o que ele… esperava receber.

Para fidelizá-lo é preciso processo de constante upgrade, é mais que encantá-lo, com nível de falhas não ‘zero’, mas -1, -2, prevendo / antecipando / superando possíveis Leis de Murphy. Difícil, mas não impossível. Antever suas necessidades é obra para experientes, detectar oportunidades latentes obra de sensibilização, sinergia. Juntos somos mais fortes é o lema dos colegas da área.

            VIII – É coisa só de escola, estudar Ética e Cidadania?

Respeito. Respeito ao próximo, a si mesmo, ao meio ambiente. Ética e cidadania não eram só  matérias de ‘estudos de problemas brasileiros’. O desafio está em conscientizarmo-nos de que Qualidade exige essa atitude, pois se as pessoas têm respeito entre si, fica difícil trabalhar sem ética. É uma responsabilidade social / ambiental / econômica, é sustentabilidade, o mote global da década. É ser solícito à chamada da ‘consciência Avatar’. Pelos históricos de um Brasil nefasto de administradores políticos, é hoje obrigatória aCompliance.

De mesma forma, Praticar Qualidade todos os dias é ser cidadão, é dar valor ao país, cidade, empresa, ambiente, comunidade, família, a si mesmo. …

                      IX – Na contagem 2000, 2020, está tão longe 2100?

Nosso mundo é cada vez mais veloz na geometria das mudanças.

A versão auditoria do 3º milênio de algoritmos, quiçá será validada telepaticamente e teremos filiais na estação de line life de… Marte. No âmbito alimentar, sintetizadores no espaço continuarão a ostentar de forma profícua a saga da trilogia Qualidade – Sanidade – Inocuidade. Que outras doenças e necessidades teremos nessa intrincada cadeia de evolução animal num planeta em mutação crítica de vulnerabilidades? Quais novos procedimentos essenciais?

A matriz anexa, que criamos há 15 anos no nosso manual ProfiQua de Controle de Pragas ainda será válida em operações alimentícias e afins urbanas. É um aspecto cada vez mais a ser considerado, pelas situações de aquecimento global.

X – E as The Best / The Good / The Global / The Serial GMP’s?

Seu planejamento estratégico já deve ter sido feito. Não vá esperar Páscoa 2018 para isso, certo? Capacitação das equipes via treinamentos precisa ser implementada. Todos colaboradores precisam de reciclagem e atualização. Gestão Inteligente de Habilidade e Competência. Treinamento e reciclagem dele.

Comprometer não só ‘pessoal da casa’ como expandir também aos fornecedores é indispensável. Para isso, verificações, inspeções, diagnósticos – são essenciais na parcerias Quality Assurance – Avaliação de fornecedores.

Corretos registros são imprescindíveis. Seja com o nome que for: POP, normativa, instrução, diretiva, SSOP, procedimento, protocolo… Descreva sistematicamente o que se faz, analise, aperfeiçoe como ‘Falconi’ fala e faça melhor o que foi descrito.

O conhecimento precisa fluir da teoria à prática, gerando atitudes para o bem feito, sem erros. Todos precisam exercitar seus talentos para um trabalho de equipe coeso, eficaz e com resultados atingidos. Conceitos globalizados e mega tendências do mercado e legislação mandatória precisarão ser agregados numa visão de futuro construída pelo presente. Associativismo é sinergia.

Aqui e agora e sempre, é trabalhar com amor e fé todos dias, esperamos um 2017 bom de boas notícias. Mãos à obra.

Pensemos nisso!

……………………………………………………………………….

Prof. José Carlos Giordano é diretor da JCG Assessoria em Higiene e Qualidade
umbrellagmp@terra.com.br
www.jcgassessoria.com.br
Categories: Artigos, Destaques

Sobre o Autor

revistaalimentare

A Revista ALIMENTARE – Com o foco na Gestão da Qualidade e Segurança dos Alimentos e Bebidas (GQSAB) - é direcionada para profissionais, especialistas, pesquisadores e dirigentes da Cadeia Produtiva de Alimentos e Bebidas: Indústria de Alimentos & Bebidas, Food Service e Varejo de Alimentos. Tem como missão levar aos leitores as informações mais atualizadas e confiáveis, que possam contribuir para o melhor desempenho e competitividade dessas atividades.

Comentários

Your e-mail address will not be published.
Required fields are marked*