PRODUTOS COM QUALIDADE FOOD SAFETY

PRODUTOS  COM  QUALIDADE  FOOD  SAFETY

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giordanoPRODUTOS  COM  QUALIDADE  FOOD  SAFETY – Visão e Estratégias

 

por José Carlos Giordano e Paula Francelino

 

Em qualquer empresa somos constantemente colocados diante de situações que envolvem planejamento – seja inicialmente o nosso trabalho do dia a dia específico, como os compartilhamentos como os iguais, a hierarquia superior e inferior e as relações com clientes. Tudo dentro do contexto de grupo onde o indivíduo sozinho deve saber como planejar o coletivo.

A ciência já comprovou mais de 30 tipos de inteligências que agem diferentemente em cada indivíduo em maior ou menor grau, refletindo nos rumos da empresa – afinal, é o conjunto do discurso e ações que norteiam cada empreendimento em direção ao acerto estratégico (pelo menos é o que se espera) com engajamento das equipes.

Propósitos da Qualidade em alimentos / serviços e seus afins são eloquentes em mostrar um panorama positivo para a validação, endossando a prioridade de protocolos reais e factíveis. Não estamos na fala recorrente de fazer apologia as Boas Práticas na Prática, mas é reflexo verdadeiro de um consumidor exigente! As normas BRC (British Retail Consortium), sistema PAS 220, FSSC 22.000, são verdades veementes. Os focos restritivos de Food Defense & Fraud idem.

E não basta só ter o conhecimento, a habilidade e atitudes necessárias para se desenvolver as competências da empresa, se a empresa não souber onde quando e como utilizá-las.  O valor adquirido da competência pode se perder nos meandros da ‘burrocracia’.

Gestão Food Safety requer sim Visão Sistêmica, orientando a capacidade de análise da empresa em centrar suas competências da melhor forma possível, visando o bem comum e a mudança para melhor, com menores riscos e maiores excelências.

Assim, além de todos ‘saberem fazer’, ‘poderem fazer’ e ‘quererem fazer’ é preciso ‘fazerem o melhor’. E isso é muito mais uma questão de intenção do que de forma.

A estratégia deve se iniciar na própria visão de futuro, e não colocamos a lição de casa apenas como obrigação só empresarial! Um exemplo de política visando uma projeção de 5 anos, foi adotada pelo Ministério da Agricultura que criou um mapa estratégico de 24 itens englobando 4 níveis que definem foco, ação e transformação:

  • Perspectivas da Sociedade
  • Perspectivas do Agronegócio e Parceiros
  • Perspectiva de Processos Internos
  • Perspectiva de Pessoas, Aprendizado e Crescimento

A Missão do Mapa foi estabelecida de forma integrada, resultado de discussões e lapidações das inúmeras tarefas e responsabilidades, antes dos recentes anos de crise:

“Promover o desenvolvimento sustentável e a competitividade do agronegócio em benefício da sociedade brasileira”

Para atingir essa meta prevista para 2015 e encorajando melhores performances, o MAPA elegeu sua visão desde 2010, pena só que no percurso, tivemos a deterioração política brasileira.

“Ser reconhecido pela qualidade e agilidade na implementação de políticas e na prestação de serviços para o desenvolvimento sustentável do agronegócio”

Foi um modelo sério e competente, que pode e deve servir de inspiração (e transpiração em aplicar) para o empresariado, colocando de forma transparente um plano de ação:

“MELHORAR A COMUNICAÇÃO ENTRE AS ÁREAS, MOTIVAR PESSOAS, INCENTIVAR A ATUAÇÃO DE
EQUIPES INTERDISCIPLINARES, DESENVOLVER COMPETÊNCIAS E TALENTOS, FORTALECER UMA
 CULTURA FOCADA EM RESULTADOS.  O MAPA ASSUME O COMPROMISSO DE CAPACITAR
 PESSOAS PARA REALIZAREM OS OBJETIVOS TRAÇADOS EM SUA ESTRATÉGIA”

As etapas foram esclarecidas, com inúmeras formas simples e claras de divulgação.

A Missão traduz o que devemos buscar todos os dias.

A Visão é o que queremos conquistar com essa busca diária. Os Valores são as competências que devemos aprimorar para alcançar nossos objetivos.

E a Estratégia é o caminho que devemos seguir para superar os desafios para o crescimento sustentável do nosso país.

Cinco pilares deram contorno ao projeto:

  • Gestão da informação e conhecimento
  • Orientação a resultados
  • Valorizar pessoas e estimular o trabalho em equipes
  • Desenvolver a comunicação interna
  • Competências

No objetivo de transformar esforços em resultados de excelência dois aspectos colocamos em realce neste momento de muito trabalho para superar as falhas da gestão política:

Processos internos – Processos eficazes e inovadores sustentam nossas ações!

Pessoas, aprendizado e conhecimento – Somente as pessoas, com seus talentos, vontades, conhecimentos e comprometimentos, superam desafios!

Por sua vez, 13 itens base compõe o plano estratégico: Processo de gestão estratégica, infraestrutura e pessoas, estudos de prospecção e avaliação, acesso às informações, conhecimento sobre o Agronegócio, execução orçamentária, articulação com o agronegócio, imagem do MAPA, implementação de políticas públicas, integração das cadeias produtivas, agregar valor à produção, acesso às tecnologias e finaliza com: Inocuidade e Qualidade dos Alimentos! O GMP, o HACCP, o FSSC. E hoje na 2ª metade 2015 vemos o agronegócio como única das poucas áreas em crescimento no Brasil.

Num contraponto dessa busca pela excelência, apresentamos reflexão de 1984, num interessante recall de História da Qualidade…

Pensamento de mais de uma geração, a todos empreendedores!

Para se obter êxito na produção de um produto de alta qualidade, a empresa deve:

  • Ter clara compreensão dos nossos produtos, suas aptidões e aplicações.
  • Assegurar-se de que os funcionários conheçam os produtos, suas aptidões e aplicações.
  • Compreender quem são nossos consumidores.
  • Compreender os requisitos dos nossos clientes.
  • Ter clara definição dos níveis de qualidade aceitáveis dos nossos produtos.
  • Ter clara compreensão do que nossos consumidores definem como níveis de qualidade aceitáveis dos nossos produtos.
  • Ter meios efetivos de medida da qualidade de nossos produtos.
  • Solicitar continuamente de nossos consumidores, observações e avaliações relativas à qualidade de nossos produtos.
  • Comunicar aos nossos funcionários a importância em produzir produtos de qualidade.
  • Enfatizar continuamente aos nossos funcionários, que o bom desempenho de suas tarefas contribui para a qualidade do produto.
  • Identificar e então minimizar ou eliminar os fatores de operação que afetam e diminuem a qualidade do produto.
  • Utilizar técnicas que solicitem e estimulem os funcionários a inovarem, dar idéias e recomendações que aumentem a qualidade do produto.
  • Utilizar técnicas que solicitem idéias e observações do consumidor para melhorar a qualidade do produto.
  • Dedicar-se às ideias e recomendações dos empregados e consumidores.
  • Utilizar técnicas efetivas para testar e avaliar novas idéias e recomendações.

 

Pensem nessas duas ópticas!

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* Prof. José Carlos Giordano e Engª Paula Francelino –  JCG Assessoria em Higiene e Qualidade –                                                                                                                www.jcgassessoria.com.br / umbrellagmp@terra.com.br

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A Revista ALIMENTARE – Com o foco na Gestão da Qualidade e Segurança dos Alimentos e Bebidas (GQSAB) - é direcionada para profissionais, especialistas, pesquisadores e dirigentes da Cadeia Produtiva de Alimentos e Bebidas: Indústria de Alimentos & Bebidas, Food Service e Varejo de Alimentos. Tem como missão levar aos leitores as informações mais atualizadas e confiáveis, que possam contribuir para o melhor desempenho e competitividade dessas atividades.

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