XII Congresso Internacional de Nutrição Funcional

XII Congresso Internacional de Nutrição Funcional

 

Nutrição Funcional para o equilíbrio  físico e mental

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Com o tema “Nutrição Funcional – Ações que fortalecem a vitalidade orgânica como base para o equilíbrio físico e mental” -, o Congresso e Exposição de Empresas que fabricam produtos de nutrição funcional e esportiva setor de alimentos orgânicos e funcionais, suplementos esportivos e clínicos, nutrição estética, aconteceu, de 29 a 1 de outubro, em São Paulo-SP. O evento chega a sua 12ª edição totalmente renovado a começar pelo nome da organizadora que passa a se chamar VP – Centro de Nutrição Funcional, empresa referência nacional e internacional em Nutrição Funcional.

Neste ano, mais na área de exposição mais de 70 empresas apresentaram seus produtos para um publico superior a 1.500 profissionais, da área de nutrição, distribuidores e lojistas. As novidades foram muitas, em termos de alimentos orgânicos e funcionais, suplementos para nutrição esportiva, clínica e estética.

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Adriana Naves, gerente comercial da VP Centro de Nutrição Funcional.

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Grande número de visitantes aos estandes das empresas expositoras.

Da programação científica do XII Congresso, entre palestras e mesas-redondas, participaram 2.800 profissionais da área de nutrição, de diversas parte do país e do exterior, conforme relata Adriana Naves, gerente comercial da VP Centro de Nutrição Funcional.

“Nessa edição, registramos um crescimento superior a 30%, entre os participantes do congresso e de empresas expositoras, comparativamente ao de 2015”, destaca ela, observando que mais de 20 empresas ficaram na lista de espera.

Segundo a Dra. Valéria Paschoal, diretora da VP-Centro de Nutrição Funcional, em relação ao anterior, “posso dizer que o desse ano foi outro congresso”. Não só em termos do número de pessoas e empresas expositoras, que exigiu a utilização de um espaço bem maior, como também “a novidade com um número bem maior de estandes de fabricantes de alimentos”. Ela destaca ainda que “estas empresas são menores que os estantes de empresas que fornecem suplementos, mas a cada ano esses patrocinadores que são menores vão avançando de tamanho para atender a demanda do mercado”.

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Valéria Pascoal.

Os temas das palestras do congresso científico foram muito inovadores e interessantes, daí os 2.800 participantes, conforme destaca ela, acrescentando que ganhou a maior relevância a discussão científica sobre os alimentos  transgênicos e o impacto dos agrotóxicos nos alimentos. “Trouxemos para o evento deste ano não só as discussões das principais referências bibliográficas internacionais, mas também estudos de pesquisadores brasileiros. Por sua importância, vale citar a palestra da mesa-redonda “O real impacto à saúde do contato com agrotóxicos”, do professor Ronald  Pinheiro, da Universidade Federal Ceará.

Ele coordenou uma equipe de pesquisa da Faculdade de Medicina da UFC, que desenvolveu um método inédito de identificação de alterações genéticas que, se não diagnosticadas precocemente, podem levar ao câncer de medula óssea e a outras neoplasias. Esse estudo foi realizado junto a 50 agricultores do município de Limoeiro do Norte-CE, expostos a grandes volumes de agrotóxicos devido ao cultivo da banana, um dos principais produtos agrícolas da região. Ao investigarem a estrutura de cromossomos coletados diretamente na medula dos trabalhadores, os pesquisadores da UFC verificaram a existência de mutações genéticas graves em 25% dos casos, percentual considerado “alarmante”. Nesses agricultores, foram identificadas alterações nos cromossomos 5, 4, 7 e 11 – quadro semelhante ao de pacientes com leucemia. Dos 50 agricultores, sete também apresentaram mutação no gene TP53, indicativa do mais alterado dos diversos tipos de câncer, segundo divulga o portal da UFC.

Para a professora Valéria é muito importante essa discussão, com base em estudo nacional, a partir de nossa realidade no campo, em que se registra o maior volume de uso de agrotóxicos no mundo. Não apenas porque nossa área produtiva é imensa, mas devido ao agravante do uso indiscriminado, da aplicação inadequada e sem segurança para o trabalhador, o emprego de substâncias não indicadas, entre outros problemas.

 “O que me deixou muito otimista é que boa parte dos nutricionistas que participaram do congresso saiu motivada a agir na defesa da ingestão de alimentos de qualidade e seguros, bem como pensando na ‘saúde do planeta’. Enfim, acredito que devagar  esse trabalho de educação representa um primeiro passo na direção de uma mobilização dos nutricionistas para uma mudança social e ambiental. Ou seja, para a consciência de melhoria da saúde da população e preservação do meio ambiente. Isso  vai fazer a diferença”.

(Para ler os ANAIS do clic em: anais2016)

Espaço Terra – Outra grande mudança nesse evento foi o destaque que ganho o Espaço da Terra, que já existe há cerca de 5 anos. Neste ano, ele foi muito mais trabalhado, contou com um espaço bem mais amplo, com oficinas culinárias de renomados chefes, como Renato Caleffi, Lidiane Barbosa, Conceição Trucon, Leila D, entre outros. Teve ainda a participação especial do terra-2

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Estande da Fundação Mokita Okada.

 

 

 

Grupo de Alimentação Natural da Fundação Mokiti Okada, chefe da CSA Brasil e profissionais nutricionistas. “Chamou a atenção o número de interessados, pois a cada seção todas os 120 lugares eram ocupados e mais de cinquenta pessoas assistiam em pé.

 

 

Aula de culinária.

Aula de culinária.

Os temas do Espaço da Terra foram muito interessantes, já que havia a proposta de resgatar a cultura culinária e reforçar a importância da sustentabilidade. Hoje, são questões que estão na ordem do dia e é grande o número de profissionais, e mesmo o público em geral, que procura informações sobre esses assuntos”, ressalta Valéria.

Pancs –plantas alimentícias não-convencionais

 São diversas variedades de plantas que nascem de maneira selvagem no país. Muitas vezes consideradas como ervas daninhas, que nascem entre as culturas, na realidade , elas protegem e contribuem para o equilíbrio do cultivo. Valéria explica que por serem mais resistentes às pragas acabam protegendo a planta cultivada. “À medida que são mais agredidas, elas produzem fitoquímicos, que são responsáveis por nos fornecer substâncias bioativas que modulam expressões de genes, a redução de risco de câncer, por exemplo”.

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Taioba.

Essas espécies são muito conhecidas em diversas regiões do país, consumidas pelos indígenas e moradores do campo. Algumas delas: bertalha, serralha, caruru, maxixe, amor-perfeito, ora-pro-nobis, jambu, peixinho, vinagreira, beldroega, entre centenas de outras. Já existem catalogadas mais de 350 espécies, conforme indica o livro “Plantas comestíveis não convencionais”, de autoria do biólogo Valdely Ferreira Kinupp e de Harri Lorenzi, publicado em 2014 pela Editora Plantarum.

Homenagem

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A Dra. Ana Primavesi, Agrônoma introdutora da Agroecologia no Brasil, que esteve no Espaço Terra, recebeu uma homenagem por sua trajetória de vida em prol da preservação do meio ambiente. Na ocasião, ela autografou seu mais recente título sobre o assunto.

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