Selo de segurança dos alimentos: ESTÁ NO DNA

Selo de segurança dos alimentos: ESTÁ NO DNA

 

burrata de bufula

Selo de Qualidade Está no DNA combaterá fraude em alimentos de origem animal e vegetal

 

Como o consumidor pode saber se o linguado que você compra não é panga e se a carne do hambúrguer é mesmo de origem bovina? Para assegurar a origem do produto ao consumidor, às indústrias e ao setor de varejo a identificar a espécie e a sua procedência, o Instituto Totum, em parceria com a Myleus Biotecnologia, criou o selo “Está no DNA”. Trata-se de um selo inovador, que comprova a identidade de produtos animais e vegetais processados, filetados, in natura ou cozidos por meio de teste de DNA.

O selo foi criado pela Myleus Biotecnologia e Instituto Totum foi lançado em novembro, durante o debate sobre a geração de valor em produtos alimentícios e sobre como atender as exigências do consumidor. Participaram do evento, no Cubo Network, em São Paulo,  representantes da indústria (Damm Produtos Alimentícios), do varejo (Grupo Pão de Açúcar, St. Marche, Empório Santa Maria e Eataly Brasil), além de associações (Associação Brasileira de Criadores de Búfalo).
O uso de teste de identificação genética para alimentos ainda é pouco comum no Brasil. No exterior, as indústrias alimentícias utilizam o teste de DNA como forma de controle interno”, explica Mariana Bertelli, da Myleus.offer-logo2

O selo “Está no DNA” é voltado para a indústria de alimentos, importadores, distribuidores, supermercados, exportadores, restaurantes, associações e indústrias de ração para pets.

“A certificação por teste de DNA agrega valor ao produto e a toda cadeia pro
dutiva. É uma garantia tanto para quem vende, como para quem compra de que não está levando gato por lebre”, afirma o diretor do Instituto Totum, Fernando Lopes, que atua no mercado desde 2006 e gerencia dezenas de selos e programas de certificação nos mais variados segmentos, como por exemplo, o Selo de Pureza 100% Búfalo da Associação Brasileira de Criadores de Búfalos, ABCB.

O teste de DNA ajuda a avaliar e selecionar fornecedores e é também uma forma de mostrar ao cliente a preocupação com a qualidade do que ele consome.

Para a indústria, o selo é uma garantia de qualidade das matérias-primas adquiridas de fornecedores e ajuda a proteger o fabricante de concorrência desleal dentro de setores econômicos.

Estatísticas

A fraude por substituição de espécies no setor alimentício é um desafio que tem mobilizado a cadeia de alimentos ao redor do mundo. Um mapa, feito pela ONG americana Oceana com mais de 100 estudos em 29 países, mostra que a porcentagem de fraude no pescado varia de 1,5% a 100%, mas o índice médio é de 22% de adulteração.

Marcela Drummond, Diretora Presidente da Myleus; Fernando Lopes, Diretor do Instituto Totum, e Roberto Veiga, Diretor da Damm.

Marcela Drummond, Diretora Presidente da Myleus; Fernando Lopes, Diretor do Instituto Totum, e Roberto Veiga, Diretor da Damm.

Em 2014, duas ocorrências no sul do Brasil, mostram que o país não está fora dessa estatística. A operação DNA do pescado, realizada em Florianópolis, no Estado de Santa Catarina, constatou 24% de adulteração em amostras coletadas em estabelecimentos comerciais. A mesma campanha foi realizada este ano e descobriu fraudes no bacalhau.

(Fonte: site: www.estanodna.com)

 

Sobre o Autor

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