Especial: Abras empenhada em garantir alimentos seguros

Especial: Abras empenhada em garantir alimentos seguros

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ABRAS divulga 1º balanço do Programa

de Rastreabilidade e Monitoramento

de Alimentos (RAMA) 

 

 

abertura grande

Márcio Milan, vice-presidente da Abras, na abertura do evento

Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) apresentou em de fevereiro, em São Paulo, o 1º balanço do Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos (RAMA), em evento especial que debateu os avanços do controle do uso de agrotóxicos no País.

O programa, lançado em 2011, atualmente monitora e rastreia no Brasil uma média de 15 milhões de quilos de frutas, legumes e verduras (FLV) por mês. Até hoje, de acordo com o balanço apresentado no evento, cerca de um milhão de toneladas de alimentos foram rastreadas, colaborando para a redução do consumo de defensivos agrícolas (agrotóxicos) pela população brasileira e apoiando a comercialização e o consumo seguro de alimentos, por meio do incentivo à adoção das boas práticas agrícolas.

Sussumu Honda

“O RAMA é um dos principais programas da ABRAS e tem toda a nossa prioridade porque é de suma importância para a saúde dos nossos consumidores. O programa é reconhecido nacionalmente, tanto é que temos como parceiros a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA)”, afirma o presidente do Conselho Consultivo da ABRAS, Sussumu Honda.

Para o vice-presidente da ABRAS, responsável pela gestão do Programa RAMA, Márcio Milan, o balanço atual das realizações do RAMA até agora é muito positivo. “Já fizemos um importante trabalho de implantação e disseminação de conceito e, com isso, hoje o programa está disponível para todo o País. Nosso objetivo agora é aumentar, de maneira sustentável, o número de participantes do RAMA e, por consequência, ampliar a cobertura do monitoramento do FLV comercializado no Brasil pelos nossos associados”, afirma.

Hoje, grandes redes como o Carrefour Brasil, Atacadão, Angeloni (Santa Catarina), Mercadinho São Luiz (Ceará), Nordestão (RN), até médias e pequenas empresas aderiram ao Programa RAMA e comprovaram sua eficácia no desenvolvimento das boas práticas na cadeia produtiva de FLV. Com isso, o RAMA chegou à marca de 31 redes supermercadistas participantes no final de 2015, o que mostra a visão sustentável destas empresas e sua preocupação com a segurança de consumo dos clientes.

Na opinião de Giampaolo Buso, diretor da PariPassu, empresa parceira da ABRAS e coordenadora técnica do programa, hoje o RAMA entra em uma nova fase, em que as empresas (supermercados e produtores) precisam atentar ainda mais sobre sua responsabilidade no consumo seguro. “Nosso objetivo é contribuir para a redução do uso de agrotóxicos em hortifrútis e, para isso, precisamos da participação de todos os membros da cadeia de alimentos envolvidos. Hoje, mais de 70% das vendas de hortifrútis são realizadas nos supermercados, portanto, quanto mais evoluirmos na adesão de supermercadistas, fornecedores e produtores, maior será a rede de abrangência e mais rápidos serão os resultados obtidos para toda a sociedade”, afirma.

Números

 graficoO RAMA já conta com 34 redes supermercadistas participantes (que representam mais de 20% das vendas total de FLV comercializado pelo setor no Brasil), e está programado para abranger todos os estados brasileiros por meio da sinergia de ações com as 27 Associações Estaduais de Supermercados. São números muito significativos:

– Cerca de 1 milhão de toneladas de alimentos rastreadas

– 34 empresas (redes) varejistas participantes

– Que faturaram cerca de R$ 67 bilhões em 2014

– Presentes em 16 Unidades Federativas

– Mais de 12,8 mil check-outs com participação efetiva no Programa

– Média de 15 milhões de quilos rastreados no Brasil por mês

– 3 Associações Estaduais Atuantes (ACATS, ASES e ASSURN) e mais 7 em processo de adesão (APAS, ASSERJ, ACESU, ASMAT, ASPAS, ASBRA e AMAS)

– Total de 1.457 amostras realizadas de 2011 a 2015, utilizando o conceito de Cobertura Coletiva com compartilhamento de dados

– Total de 290 produtos rastreados com informação do campo até o ponto de venda, por meio do código de rastreabilidade

– 81 produtos monitorados (do total de 290 produtos rastreados, constantemente, sendo que o Programa PARA, da Anvisa, estabelece 25 itens para análise).

O caminho completo do produto até o consumidor (rastreabilidade) fica disponível na internet para consulta pública. Já as análises técnicas são disponibilizadas por meio de um portal para que produtores-distribuidores e supermercadistas monitorem os produtos continuamente e ainda possam desenvolver ajustes e ações de boas práticas para melhorar de forma compartilhada os resultados.

O modelo de Cobertura Coletiva de informações gera ganho para toda a cadeia, em um ciclo virtuoso de ganha-ganha, otimizando os resultados de qualidade e saudabilidade do alimento.

Confira abaixo depoimentos importantes sobre o Programa RAMA:

Helinton José da Rocha, coordenador de Produção Integrada da Cadeia Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa):

“É muito importante a qualidade informativa proporcionada pelo RAMA, o que faz do programa uma eficaz ferramenta no sentido de garantir que, à mesa do consumidor brasileiro, chegarão alimentos seguros, rastreados e resultado de um processo economicamente viável. Esses três pontos são primários, mas o RAMA vai além, porque, num segundo e terceiro momento, contribui também para a sustentabilidade da cadeia e para a qualidade dos produtos. Os supermercados precisam encabeçar esse processo que, entre outros aspectos, inclui desmitificar o uso de defensivos agrícolas, como algo prejudicial à saúde. É preciso romper com a paranoia do ‘super saudável’. Devemos munir os consumidores com informações reais e estimular o profissionalismo dos pequenos produtores rurais.”

Carlos Alexandre Oliveira Gomes, especialista em Regulação e Vigilância Sanitária da ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária:

“O RAMA representa um avanço para a qualidade e segurança de frutas e hortaliças comercializadas no mercado nacional. Entendemos que a rastreabilidade e o monitoramento sistemático dos alimentos sejam ferramentas fundamentais para a profissionalização e responsabilização de todos os entes envolvidos na produção, distribuição e comercialização de alimentos. Valorizando e garantindo o mercado para aqueles que fornecem alimentos de qualidade, seguros e que certamente irão contribuir para a saúde da população brasileira.”

Anita de Souza Dias Gutierrez, engenheira agrônoma do Centro de Pesquisa, Qualidade e Desenvolvimento do CEAGESP:

“O RAMA é um importante propulsor de mudanças. O programa promove a adoção de boas práticas agrícolas, a solução definitiva para a prevenção e diminuição da aplicação de agrotóxicos e do custo de produção, a melhoria da qualidade e da segurança do alimento. Gostaria muito que o próximo passo do RAMA fosse conseguir que os comerciantes de frutas e hortaliças dessem preferência aos produtores de hortifrúti capacitados e dispostos a adotar boas práticas agrícolas.”

José Luiz Tejon Megido, conselheiro fiscal do Conselho Científico para Agricultura Sustentável (CCAS), dirige o Núcleo de Agronegócio da ESPM.

“O projeto RAMA é de significativa importância para o sistema do agronegócio reunindo os supermercados aos produtores e estes assegurando a qualidade e segurança ao consumidor final. Este programa está em sintonia com o que denominamos “nova agricultura” (Smart Farming), com aplicação intensiva de sustentabilidade por meio do conhecimento tecnológico e científico. A ABRAS, ao lado da PariPassu, criou um programa que com base no monitoramento e na rastreabilidade ajuda as empresas a evoluir na gestão, no conhecimento e na possibilidade da melhoria dos resultados e da qualidade de vida das pessoas. O RAMA representa progresso para todos os envolvidos da cadeia de abastecimento e, com esse trabalho conjunto, será possível superar os permanentes desafios para oferecer o melhor com a racionalidade das métricas e indicadores. No núcleo de estudos do agronegócio da ESPM, acompanhamos e enaltecemos essa ação positiva do conhecimento que significa também educação.”

Edson Antônio Trebeschi, diretor-presidente da Trebeschi Tomates:

“O RAMA é um programa muito bem estruturado e implementado. Para o setor de FLV é de grande importância pelo nível de informação que oferece. Ajuda a identificar as boas práticas agrícolas utilizadas em todo o processo de produção, ou seja, possibilita saber rapidamente a origem e o percurso pelo qual o produto passou até chegar às gôndolas. A adesão ao RAMA é um diferencial para o fornecedor porque, além de certificar as boas práticas, também comprova a segurança alimentar para o consumidor.”

 

ABRAS

A Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) é a entidade representativa em âmbito nacional do varejo de autosserviço, setor responsável pela comercialização, no Brasil, de 83,7% de produtos alimentícios, de higiene, limpeza e congêneres. Com faturamento de R$ 300 bilhões, o setor supermercadista no País representa 5,7% do PIB, gera mais de 1,794 milhão de empregos diretos, segundo a Relação Anual de Informações Sociais do Ministério do Trabalho e Emprego (RAIS). Trata-se da mais importante atividade econômica de comércio, com 83,9 mil lojas no Brasil, que recebem cerca de 25 milhões de consumidores todos os dias.

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Fonte: http://www.abras.com.br/ Redação Portal ABRAS.

(Mais informações/adesões, envie email para: rama@abras.com.br ou rama@paripassu.com.br)

 

 

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revistaalimentare

A Revista ALIMENTARE – Com o foco na Gestão da Qualidade e Segurança dos Alimentos e Bebidas (GQSAB) - é direcionada para profissionais, especialistas, pesquisadores e dirigentes da Cadeia Produtiva de Alimentos e Bebidas: Indústria de Alimentos & Bebidas, Food Service e Varejo de Alimentos. Tem como missão levar aos leitores as informações mais atualizadas e confiáveis, que possam contribuir para o melhor desempenho e competitividade dessas atividades.

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