Bebidas de origem vegetal: consumo mundial cresce 15% ao ano

Bebidas de origem vegetal: consumo mundial cresce 15% ao ano

 

 Crescimento do consumo de bebidas de origem vegetal

 está alinhado a um novo estilo de vida

                                                                                                                                                                                                                                                                       Sig foto 1 bebida vegetal jun 16

Essas são as novas vedetes da indústria de bebidas, os não lácteos de origem vegetal

A indústria de bebidas tem um novo astro: as bebidas de origem vegetal. A taxa de crescimento destas bebidas está em alta e os especialistas prevêem um aumento de 15% ao ano até 2020, alavancado, principalmente, por regiões como América do Norte, Brasil, China e Tailândia. Mas a África do Sul e alguns países da Europa também são mercados importantes para este crescimento significativo. Os especialistas atribuem esta tendência positiva primeiro à imagem e ao posicionamento do produto como uma alternativa aos lácteos, alinhando-o ao comportamento de consumo que surgiu nos últimos anos.

Segundo Matthias Krusche, gerente Global de Produto da SIG Combibloc, “As bebidas de origem vegetal não são mais vistas apenas como substitutas ou alternativas para pessoas com intolerância a lactose. Em muitas partes do mundo, as bebidas feitas de castanhas, grãos, sementes e variedades antigas de grãos como a quinoa, trigo sarraceno ou painço, tornaram-se produtos que refletem um estilo de vida para pessoas que buscam saúde. Assim, estas bebidas não são mais um produto de nicho; elas estão ganhando popularidade dentro de um mercado cada vez maior”.

Para pessoas cujo estilo de vida é focado em saúde e decisões de compra responsáveis, as proteínas vegetais estão cada vez mais presentes no cardápio. Isto porque elas trazem benefícios ao organismo: as bebidas de origem vegetal são naturalmente livres de lactose e normalmente têm menos colesterol e gordura que o leite animal. Mas elas têm o mesmo nível de proteínas, minerais e vitaminas e são mais fáceis de serem digeridas que os lácteos convencionais. Por conta da eficiência de recursos, estes produtos também têm um bom comportamento ambiental. A origem dos ingredientes, os métodos de cultivo e o processamento e a embalagem também são pontos importantes para os consumidores.

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Matthias Krusche, gerente Global de Produto da SIG Combibloc,

Alguns dos países que já têm um alto consumo per capita de bebidas de origem vegetal são Tailândia (2015: 11,1 l), China (5,6 l), Taiwan (5,0 l), Espanha (4,7 l), Malásia (4,4 l), Austrália (3,9 l) e Estados Unidos USA (3,0 l). Especialmente na Ásia e em alguns países do hemisfério Sul, estas bebidas são parte integral da dieta.

Os níveis de intolerância a lactose em adultos é comparativamente mais alto nestas regiões. Do ponto de vista antropológico, contudo, a inabilidade de digerir lactose é normal em adultos. Originalmente, apenas crianças e bebes poderiam produzir a enzima lactase que quebra o açúcar da lactose e permite sua digestão. À medida que se passa para a fase adulta, a produção de lactase diminui. Contudo, por uma mudança genética, muitas pessoas do hemisfério Norte já digerem bem a lactose na fase adulta. Como resultado desta modificação genética, a produção de lactase existe, inclusive, em adultos. Essa mudança genética ocorreu em paralelo à domesticação do gado, das cabras e das ovelhas e sua ordenha como fonte de alimentos. Assim, estas regiões tornaram-se muito fortes e estáveis na produção de leite, embora, em muitas áreas, o mercado esteja saturado.

Aumento de demanda

Mas o crescimento do consumo de bebidas de origem vegetal é outra estória. Segundo Matthias Krusche: “Seja por razões de saúde, ambientais ou étnicas, ou pela simples busca de alimentos alternativos – cada vez mais pessoas estão incluindo bebidas de origem vegetal e alimentos e bebidas sem lactose em sua dieta. A demanda tem aumentado nos últimos anos e continuará a crescer. De acordo com as previsões, os países que já têm um alto nível de consumo destes produtos continuarão a crescer até 2020 em consumo per capita. Até 2020, o crescimento mais forte virá da África do Sul (25%), Hungria (15%), China (14%), Irlanda (12%) e Áustria (12%)”.

Ao olharmos para o desenvolvimento dos produtos individualmente dentro deste segmento, as bebidas à base de soja não são mais os drivers de crescimento. Em 2010, estas bebidas ainda tinham um market share global de 54% no segmento de alternativas ao lácteo, mas a tendência declinou bastante desde então. Este market share foi de 34% em 2015 e pelas previsões chegará a 23% em 2020. Os principais vencedores, por outro lado, são as bebidas à base de castanhas e bebidas feitas de grão antigos.

Para Matthias Krusche, “as bebidas à base de soja têm alto índice de proteína e vitaminas, são livres de colesterol e têm baixo índice de gordura e poucas calorias em comparação com o leite animal. Mas elas continuam a dividir as opiniões. Há casos em que elas possuem alergênicos que causam intolerância a alguns consumidores. Há ainda consumidores preocupados em comer soja geneticamente modificada ou ingerir muitos fitoestrógenos que poderiam ter um efeito negativo no corpo. Este tipo de preocupação faz crescer a popularidade de bebidas lácteas à base de outras plantas. Espera-se que o market share para estes produtos fique ao redor de 77% em 2020”. Segundo Krusche, os fabricantes de bebidas têm boas perspectivas de crescimento se incorporarem novas variedades em seus portfólios de produtos o quanto antes.

sig foto 2 bebida vegetal altaNa área de bebidas à base de castanhas, além da já popular amêndoa, a castanha de caju e a macadamia têm bom potencial de crescimento. Em comporação com outros tipos de castanhas, elas têm um sabor mais forte. Além disso, as bebidas produzidas com estas castanhas têm uma textura mais cremosa. Já na área de bebidas à base de grãos, os experts dizem que no futuro, além das bebidas de aveia, haverá variedades como cânhamo ou painço que têm um impacto positive no mercado.

Bebidas inovadoras como as de tremoço doce já começam a causar certo burburinho. Estas plantas têm um alto teor de proteína e menos gordura que a soja. Elas também não contêm amido, colesterol e gluten e a possibilidade de causarem alergia é minima.

Menos água e menor emissão de CO2

Para os consumidores focados em um consumo responsável, as considerações ecológicas sempre contam a favor das bebidas de origem vegetal. Alguns fabricantes adotam medidas para mostrar que o ciclo de vida de bebidas vegetais polui menos o planeta que o leite tradicional. Por exemplo, usa-se menos água no ciclo de vida de um lácteo de origem vegetal que na produção e processamento de um lácteo de origem animal. A emissão de gases de efeito estufa também é bem menor na produção de bebidas de origem vegetal.sig varias bebidas 2

Matthias Krusche explica: “Neste contexto, as embalagens cartonadas são a opção mais coerente e lógica para bebidas de origem vegetal. Elas são compostas por 75% de cartão, proveniente da madeira, um recurso renovável. Em diversas análises de ciclo de vida, feitas por institutos independentes, esta embalagem aparece como a melhor opção. Os estudos mostram que em cada segmento de mercado avaliado, as embalagens cartonadas têm um melhor desempenho ambiental que as demais soluções. Assim, elas estão alinhadas à filosofia do negócio dos fabricantes de alimentos que buscam alternativas naturais e o uso responsável de recursos. Desta forma, prevemos um crescimento contínuo das embalagens cartonadas na área de bebidas de origem vegetal. Exceto pela Ásia, elas já são as embalagens líder neste segmento em todo o mundo. E apostamos que esta tendência continuará”.

Sobre a SIG Combibloc

A SIG Combibloc é uma das principais fornecedoras mundiais de embalagens cartonadas e máquinas de envase para alimentos e bebidas. Em 2015, a empresa faturou € 1,720 bilhão, tendo cerca de 5 mil funcionários atuando em 40 países. Na Coreia, China e Ásia Oriental, a Busan Milk Cooperative (BMC) oferece bebidas vegetarianas produzidas com 100% de arroz integral que são populares por sua cremosidade.

(Fonte: Liliam Benzi – Assessora de Comunicação SIG Combibloc do Brasil / fotos: SIG Combibloc)

 

 

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